Risco de morte por Covid-19 é 112 vezes maior entre os 70 e os 79 anos do que com menos de 50 anos

por Teresa Mendes | 02.06.2020

ENSP defende «vigilância epidemiológica apertada» nos lares 

 
Já era esperado e um estudo realizado pelo Barómetro Covid-19, da Escola Nacional de Saúde Pública, divulgado esta segunda-feira, confirma: «A idade é o maior fator de risco para que uma pessoa infetada com Covid-19 venha a ter doença grave, necessite de internamento, de cuidados intensivos ou venha a morrer.»

Por esse motivo, os investigadores apontam para a necessidade de uma «vigilância epidemiológica apertada» nos centros de dia, lares e outras unidades de cuidados continuados «como parte de uma forma eficiente para reduzir número de casos graves e óbitos», destaca um comunicado.

Um estudo realizado pelo Barómetro Covid-19, da Escola Nacional de Saúde Pública, revela que «a idade é o maior fator de risco para que uma pessoa infetada com Covid-19 venha a ter doença grave, necessite de internamento, de cuidados intensivos ou venha a morrer»

A investigação, que analisou dados da Direção-Geral da Saúde de uma coorte de cerca de 20 mil casos de Covid-19 confirmados, até 28 de abril de 2020, conclui que as pessoas com 70 a 79 anos que são infetadas por Covid-19 «têm uma probabilidade de ser internadas numa unidade de cuidados intensivos que é 10,4 vezes superior à de uma pessoa com 0 a 50 anos».

Já se o doente tiver 80 a 89 anos «tem uma probabilidade 5,7 vezes maior de necessitar de internamento num hospital do que se tiver entre 0 e 50 anos». Por fim, entre os 0 e os 50 anos 5,1% dos casos foram internados e 0,26% foram admitidos em cuidado intensivos e 0,04% morreram.

Após isolar o impacto da idade, concluem os autores que «o risco de morte por Covid-19 é 112x maior entre os 70 e os 79 anos do que o risco daqueles que têm menos de 50 anos».

O facto de a pessoa infetada por covi-19 ter outras doenças aumenta o risco de o doente vir a necessitar de internamento, cuidados intensivos ou vir a morrer da infeção, contudo, «as comorbilidades isoladamente têm riscos bastante inferiores ao da idade avançada o que significa que uma pessoa com doença crónica em faixas etárias mais baixas apresenta um acréscimo de risco mais moderado», revela a investigação.

Ainda de acordo com os investigadores, «as deficiências imunitárias, as doenças cardíacas, renais e pulmonares, e as neurológicas são fatores de risco, independentemente da idade do doente».

«As pessoas com imunodeficiência têm probabilidade 1,8 maior de precisarem de internamento, os doentes cardíacos têm uma probabilidade 4 vezes maior de necessitar de cuidados intensivos e os doentes renais têm uma probabilidade de morrer que é 3 vezes superior à dos outros doentes com Covid-19 e que não têm qualquer comorbilidade», salienta o comunicado.

O artigo completo pode ser consultado aqui.

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02 de Junho de 2020
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Publicado previamente em  www.univadis.pt

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