Bastonário pede esclarecimentos sobre a demissão do diretor de Serviço de Ginecologia/Obstetrícia
por Teresa Mendes | 03.06.2020
OM envia ofício ao conselho de administração do HGO
O bastonário da Ordem dos Médicos enviou esta terça-feira um ofício ao conselho de administração (CA) do Hospital Garcia de Orta (HGO), a solicitar esclarecimentos sobre a demissão do diretor do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia.
No ofício, Miguel Guimarães diz que «a OM recebeu com consternação, a notícia da demissão, por parte do CA, do diretor deste Serviço, muito em particular depois de todas as carências de capital humano que atravessam, e que só não tiveram mais impacto devido ao esforço de toda a equipa e ao papel congregador e aglutinador do diretor», pedindo ao CA que «explique e fundamente» aquela decisão.
O dirigente recorda que ao longo dos últimos anos têm sido «várias as dificuldades e os obstáculos» colocados ao Serviço de Ginecologia/Obstetrícia do HGO e que «mesmo em circunstâncias difíceis e sem apoio do poder político ou da própria administração do hospital, o corpo clínico fez sempre um esforço extraordinário para continuar a assegurar uma resposta de qualidade às grávidas, bebés e outras utentes deste serviço de referência na Margem Sul».
No ofício, Miguel Guimarães pede ao conselho de administração do HGO que «explique e fundamente» a decisão de demitir o diretor do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia
No mesmo ofício, a OM solicita igualmente esclarecimentos sobre o «trabalho extraordinário a que os médicos deste Serviço têm estado a ser sujeitos e que violarão os limites estabelecidos na legislação».
«Os médicos trabalham todos os dias para salvar vidas e muito para lá daquilo a que são obrigados. Isso ficou mais do que demonstrado durante esta pandemia.
Mas é precisamente em nome dos doentes que não podem ser coagidos a prestar horas extraordinárias desumanas e que, mais de os impedir de compatibilizar a profissão com a vida pessoal, representam um risco para a segurança clínica», alerta Miguel Guimarães.
20tm23i
03 de Junho de 2020
2023Pub4f20tm23i
Publicado previamente em www.univadis.pt
No ofício, Miguel Guimarães diz que «a OM recebeu com consternação, a notícia da demissão, por parte do CA, do diretor deste Serviço, muito em particular depois de todas as carências de capital humano que atravessam, e que só não tiveram mais impacto devido ao esforço de toda a equipa e ao papel congregador e aglutinador do diretor», pedindo ao CA que «explique e fundamente» aquela decisão.
O dirigente recorda que ao longo dos últimos anos têm sido «várias as dificuldades e os obstáculos» colocados ao Serviço de Ginecologia/Obstetrícia do HGO e que «mesmo em circunstâncias difíceis e sem apoio do poder político ou da própria administração do hospital, o corpo clínico fez sempre um esforço extraordinário para continuar a assegurar uma resposta de qualidade às grávidas, bebés e outras utentes deste serviço de referência na Margem Sul».
No ofício, Miguel Guimarães pede ao conselho de administração do HGO que «explique e fundamente» a decisão de demitir o diretor do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia
No mesmo ofício, a OM solicita igualmente esclarecimentos sobre o «trabalho extraordinário a que os médicos deste Serviço têm estado a ser sujeitos e que violarão os limites estabelecidos na legislação».
«Os médicos trabalham todos os dias para salvar vidas e muito para lá daquilo a que são obrigados. Isso ficou mais do que demonstrado durante esta pandemia.
Mas é precisamente em nome dos doentes que não podem ser coagidos a prestar horas extraordinárias desumanas e que, mais de os impedir de compatibilizar a profissão com a vida pessoal, representam um risco para a segurança clínica», alerta Miguel Guimarães.
20tm23i
03 de Junho de 2020
2023Pub4f20tm23i
Publicado previamente em www.univadis.pt
Bastonário pede esclarecimentos sobre a demissão do diretor de Serviço de Ginecologia/Obstetrícia