Bastonário defende mesmo valor atribuído à TAP para recuperar atividade do SNS
12.06.2020
OM considera «insuficiente» o reforço para a Saúde no Orçamento suplementar
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) considerou esta quinta-feira «insuficiente» o reforço de 504,4 milhões de euros para a Saúde no Orçamento suplementar, defendendo que a recuperação da atividade devido à Covid-19 exige pelo menos 1250 milhões de euros, a mesma verba que o Governo atribuiu para a recuperação da TAP.
«Esperava mais de um orçamento suplementar para a saúde», disse Miguel Guimarães à agência Lusa, recordando que as fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram atenuadas nos últimos meses, porque toda a atividade foi concentrada no combate à Covid-19.
Nas contas do bastonário, mais de 50% da atividade — consultas, cirurgias, exames — foi adiada e terá de ser recuperada, assim como realizadas as marcações já efetuadas. «Em termos de orçamento, estamos a falar de três meses — 25% de um ano.
Se eu aplicar este quarto de ano ao orçamento, significa que, para recuperar metade do que era a atividade desses três meses, são necessários 1250 milhões de euros», explicou.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos, o reforço de 504,4 milhões de euros para a saúde é «insuficiente». Miguel Guimarães defende pelo menos 1250 milhões para recuperação da atividade
Esta recuperação, salientou, «terá de ser feita de forma suplementar, o que significa milhares de pessoas a trabalhar e a receber de forma suplementar. O SNS precisa seguramente de mais dinheiro».
Por outro lado, o dirigente lamentou que nada seja dito em relação aos cuidados de saúde primários. «Quando a ministra da Saúde anuncia que os lares de idosos vão ter um médico, é porque será um médico de família.
Mas os médicos de família já estão assoberbados. Como é que esta assistência será feita?», questionou.
Em relação à saúde pública, o bastonário considera que o reforço é «claramente insuficiente para as necessidades, sobretudo se vier uma segunda vaga» da pandemia.
Outra área que merece críticas por parte de Miguel Guimarães é a Medicina do Trabalho: «Nem uma palavra para uma área tão critica nesta questão da pandemia, que há anos é insuficiente. Nem um reforço, é uma área completamente esquecida.»
Recorde-se que o Governo anunciou esta terça-feira um reforço adicional do orçamento do SNS de 500 milhões de euros, no âmbito do Orçamento Suplementar de 2020.
No seu conjunto, estes reforços garantem um aumento do orçamento do SNS de cerca de 13% face ao orçamento de 2019, adiantou na conferência de Imprensa o futuro ministro de Estado e das Finanças, João Leão, que tomará posse no dia 15 de junho.
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12 de Junho de 2020
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Publicado previamente em www.univadis.pt
«Esperava mais de um orçamento suplementar para a saúde», disse Miguel Guimarães à agência Lusa, recordando que as fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) foram atenuadas nos últimos meses, porque toda a atividade foi concentrada no combate à Covid-19.
Nas contas do bastonário, mais de 50% da atividade — consultas, cirurgias, exames — foi adiada e terá de ser recuperada, assim como realizadas as marcações já efetuadas. «Em termos de orçamento, estamos a falar de três meses — 25% de um ano.
Se eu aplicar este quarto de ano ao orçamento, significa que, para recuperar metade do que era a atividade desses três meses, são necessários 1250 milhões de euros», explicou.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos, o reforço de 504,4 milhões de euros para a saúde é «insuficiente». Miguel Guimarães defende pelo menos 1250 milhões para recuperação da atividade
Esta recuperação, salientou, «terá de ser feita de forma suplementar, o que significa milhares de pessoas a trabalhar e a receber de forma suplementar. O SNS precisa seguramente de mais dinheiro».
Por outro lado, o dirigente lamentou que nada seja dito em relação aos cuidados de saúde primários. «Quando a ministra da Saúde anuncia que os lares de idosos vão ter um médico, é porque será um médico de família.
Mas os médicos de família já estão assoberbados. Como é que esta assistência será feita?», questionou.
Em relação à saúde pública, o bastonário considera que o reforço é «claramente insuficiente para as necessidades, sobretudo se vier uma segunda vaga» da pandemia.
Outra área que merece críticas por parte de Miguel Guimarães é a Medicina do Trabalho: «Nem uma palavra para uma área tão critica nesta questão da pandemia, que há anos é insuficiente. Nem um reforço, é uma área completamente esquecida.»
Recorde-se que o Governo anunciou esta terça-feira um reforço adicional do orçamento do SNS de 500 milhões de euros, no âmbito do Orçamento Suplementar de 2020.
No seu conjunto, estes reforços garantem um aumento do orçamento do SNS de cerca de 13% face ao orçamento de 2019, adiantou na conferência de Imprensa o futuro ministro de Estado e das Finanças, João Leão, que tomará posse no dia 15 de junho.
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12 de Junho de 2020
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Publicado previamente em www.univadis.pt
Bastonário defende mesmo valor atribuído à TAP para recuperar atividade do SNS