Princípios Editoriais

A) Entendemos que as publicações de natureza informativa gerais ou especializadas devem ser independentes do poder político e do poder económico, porque só assim cumprem a sua função perante a sociedade onde existem. Não concebemos, portanto, as publicações informativas como um instrumento ou um meio ao serviço de determinados objectivos, por mais louváveis que estes sejam, mas como instituições autónomas, através das quais os cidadãos possam, em liberdade e pluralismo, procurar o esclarecimento de que necessitam para o exercício das suas opções.

B) «Tempo Medicina» considera-se apto para exercer essa função porque não pertence ao Estado, nem a um partido político, nem a qualquer grupo económico, e, apesar das muitas vicissitudes por que tem passado, nunca perdeu nem renunciou à sua capacidade de crítica.

C) No exercício dessa capacidade de crítica, temos e teremos presentes os limites que nos são impostos pela deontologia de Imprensa e pelas éticas profissionais, (jornalística e médica), mas só esses.

D) Sabemos, por exemplo, que é indispensável, em cada momento, distinguir entre as notícias -- que deverão ser, tanto quanto possível, objectivas, circunscrevendo-se à narração, à relacionação e à análise dos factos -- e as opiniões que deverão ser assinadas por quem as defende, claramente identificáveis e publicadas em termos de pluralismo.

E) Sabemos, por exemplo, que a selecção do material a publicar, a sua colocação nas diversas páginas, a colunagem dos respectivos títulos, devem obedecer a critérios de inserção baseados na importância efectiva de cada peça e não nas convicções de quem as escreve, escolhe ou pagina.

F) Atribuímos prioridade absoluta à coerência que nos tem permitido sermos nós próprios

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