Vítor Tedim Cruz | 20.10.2016

Tratamento agudo do AVC

Opinião de Vítor Tedim Cruz a  propósito de uma sessão inserida na 7.ª Reunião das Unidades de AVC, agendada para amanhã,  dia 21 de outubro de 2016:

Na sessão dedicada ao tratamento agudo do acidente vascular cerebral (AVC) optámos por selecionar um conjunto de temas críticos para a atualização do estado da arte da cadeia de cuidados na fase aguda do AVC. 

Muito se tem falado sobre trombectomia e a importância da sua incorporação nos nossos procedimentos.
No entanto, é importante refletir sobre todos os aspetos da organização de cuidados que condicionam o tempo entre o início dos sintomas e o início de tratamento. O tempo para início de tratamento continua a ser o fator mais determinante para aumentar as probabilidades de reversão de défices e obtenção de um bom prognóstico.

Sobre isto vai falar-nos uma das neurologistas portuguesas com maior experiência na estruturação de cuidados hospitalares no AVC em Portugal, a Dr.ª Teresa Pinho e Melo. 

A trombólise endovenosa continua a ser o tratamento de revascularização mais acessível e fácil de iniciar próximo do início dos sintomas.
Ao longo dos últimos anos têm caído muitas das contraindicações inicialmente assumidas aquando da implementação deste tratamento.

Vale a pena rever quais as contraindicações que ainda persistem e porquê e como as podemos ultrapassar na prática clínica diária.
Disso nos vai falar o Dr. Miguel Rodrigues, responsável pela Unidade de AVC do Hospital Garcia de Orta.
 
Nos doentes com dano neurológico agudo, um dos aspetos mais importantes é o manejo das situações de hipertensão arterial ao longo da cadeia de cuidados.

Existem especificidades na abordagem dos diferentes quadros, consoante as opções terapêuticas disponíveis e antes ou após intervenção. Sobre este tema vai falar-nos a Dr.ª Ana Paiva Nunes

Vítor Tedim Cruz

MD, PhD, Neurologista, Serviço de Neurologia, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga EPIUnit, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto Secretário da SPAVC

, especialista em Medicina Interna e com uma longa dedicação ao acidente vascular cerebral.

Para terminar a sessão vamos focar-nos num tema poucas vezes abordado nas nossas reuniões, mas de grande impacto na prática diária: como se abordam as complicações hemorrágicas durante a trombólise?
Caberá ao Dr. João Sargento Freitas, neurologista do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra a abordagem prática deste tema. 

A abrangência dos temas abordados e a qualidade dos palestrantes tornam esta sessão um dos momentos altos da reunião e muito útil para todos aqueles que, em Portugal, estão envolvidos nos cuidados de fase aguda aos doentes com acidente vascular cerebral.

Artigo a propósito da sessão inserida na 7.ª Reunião das Unidades de AVC, agendada para o dia 21 de outubro de 2016:
14h30/15h40– Sessão: Tratamento agudo do AVC


Presidência: Carla Ferreira, Vitor Tedim Cruz
14h30/14h45 - Melhorar os tempos do tratamento do AVC agudo - como? - Teresa Pinho e Melo
14h45/15h00 - As contraindicações da trombólise endovenosa no AVC agudo - que provas permanecem - Miguel Rodrigues
15h00/15h15 - Abordagem da hipertensão arterial antes, durante e após trombólise – Ana Paiva Nunes
15h15/15h30 - Abordagem das complicações hemorrágicas durante a trombólise – exemplos práticos - João Sargento Freitas
15h30/15h40 - Questões Consulte aqui o programa completo da 7.ª Reunião das Unidades de AVC, promovida pela Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC).

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*MD, PhD, Neurologista;
Serviço de Neurologia, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga;
EPIUnit, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto;
Secretário da SPAVC
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20 de Outubro de 2016
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