Ana Dos Santos | 12.07.2018

A importância dos avós 

Opinião de Ana Dos Santos

Para todos os avós, seja avó ou avô:

Ser avó é receber a alegria e a esperança de um ser que está no início da vida.

É poder reviver histórias e brincadeiras da sua infância e partilhá-las.  

Ser avó é ter a possibilidade de eternizar histórias, que passam de geração em geração.

Ser avó é ficar com a melhor parte. 

Ser avó é mais “leve” do que ser pai.

É poder dar amor a uma criança, sem a exigência de a disciplinar constantemente.

Na paternidade, coloca-se muito de si próprio nos filhos, as vivências de infância, a forma como se foi educado, as angústias, levando a um maior questionamento se, se está ou não a agir correctamente.

Esta “invasão” de questões da própria infância, que ocorre naturalmente, pode influenciar as atitudes dos pais para com os filhos.
Quando se é avó não se pensa tanto, a relação é mais livre, mais “fluída”, mais espontânea, menos “minada” de angústias.

Ser avó é poder dar o melhor de si a uma criança.

Para os avós ter tido a experiência de educar uma pessoa que, consequentemente, tem a oportunidade de educar outra torna-se extremamente gratificante.

Os avós podem ter bons conselhos para dar aos filhos sobre a paternidade.

Numa era em que toda a gente opina sobre a melhor forma de educar é importante ouvir a experiência dos avós, os melhores conhecedores da história dos próprios filhos.
Mas, esta é uma questão que por vezes gera conflito entre avós e filhos, e que deverá ser mediada por ambas as partes, com compreensão e bom-senso. 

Quando os avós dão conselhos constantemente, os filhos podem encarar como uma crítica à forma como educam.  Estes conselhos devem ser considerados como uma tentativa de ajuda por part

Ana Dos Santos

Psicóloga Clínica na Pequenos e CRESCIDOS

e dos avós.

Por outro lado, os avós devem atenuar a ansiedade de darem conselhos constantemente, uma vez que também é importante que os filhos tomem as suas próprias decisões (ainda que, por vezes, possam não ser as mais acertadas…) e que cometam os seus próprios erros.

Educar é errar e voltar a tentar.

Avós que valorizam os filhos sobre a forma como exercem a paternidade dão um enorme contributo para a sua auto-estima, e, por conseguinte, para a educação dos netos. 

É importante que os avós se “emprestem” como modelos, como bons exemplos.

A observação é a mais poderosa ferramenta de aprendizagem, tanto para os pais como para as crianças.
No frenesim do dia-a-dia, os avós são um bom suporte, por vezes apenas emocional, mas muitas vezes de uma forma mais prática, o que se torna numa ajuda preciosa. 

Alguns avós possibilitam que os pais continuem a ter momentos a dois, importantes para uma relação conjugal saudável, permitindo-lhes também desfrutar em exclusivo da companhia dos netos.

Apesar de os avós modernos terem uma vida laboral activa até mais tarde, momentos de partilha entre avós e netos são muito importantes.

Os avós permitem que se criem rituais, como por exemplo, a reunião da família num almoço de aniversário.

Para as crianças, o contacto com os avós é muito valioso, pois permite-lhes aprender a respeitar desde cedo, pessoas com mais experiência de vida.

Este contacto com os avós dá-lhes também a possibilidade de ouvirem histórias sobre os seus pais, o que fará com que haja uma melhor compreensão da própria história de vida.

Crie rotinas com os seus netos, faça com que se sintam especiais (porque realmente o são), partilhe histórias, despenda tempo com cada um individualmente, divirta-se!

Estará a criar momentos únicos que ficarão para sempre na memória de todos.

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*Psicóloga Clínica na «Pequenos e CRESCIDOS»

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12 de Julho de 2018
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